Com aulas de português personalizadas, suíço Florian Hacker conhece o Brasil

02/02/2018

 

 Florian Hacker, durante viagem ao Rio de Janeiro

 

Aprender um novo idioma é um desafio, porém, isso não é exclusividade de nossos compatriotas que se aventuram nas aulas de inglês ou espanhol. A língua portuguesa, por exemplo, é considerada difícil até por brasileiros, mas há muitos estrangeiros que buscam a fluência no idioma e são bem sucedidos nessa tarefa. É o caso de Florian Hacker, estudante suíço de engenharia de matérias que investiu em um curso personalizado de português para aproveitar sua estadia no Brasil.

 

Tudo começou com sua participação na Associação Internacional para Intercâmbio de Estudantes para Experiência Técnica, iniciativa pertencente à Associação Brasileira de Intercâmbio Profissional e Estudantil (ABIPE).  Ao todo, o estágio em sua área de atuação, realizado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas - SP, durou três meses, até novembro de 2017.  Segundo Florian, seu objetivo era, na verdade, viver essa valiosa experiência profissional e visitar a namorada brasileira, Luiza, que mora em Belo Horizonte - MG. Luiza, aliás, foi quem recomendou a Make it Easy para Florian. “Então, eu fui para Belo Horizonte uma semana antes do começo do estágio para visitar minha namorada e me preparar um pouco para minha temporada no Brasil, ou seja, aprender Português”, diz.

 

Aulas com rápida evolução

 

O primeiro contato direto de Florian com a língua portuguesa ocorreu na primeira vez que veio ao Brasil, durante uma visita à Luiza em 2016. Mas as conversas entre o casal eram, em sua maioria, em inglês, espanhol e alemão.

 

Ao todo, Florian teve cinco aulas personalizadas de 90 minutos antes do estágio. Para Florian, aprender um novo idioma é um grande desafio, principalmente no começo, em meio a tantas palavras, conjugações, pronúncias e à necessidade de encontrar as estruturas corretas. Saber falar espanhol, na opinião de Florian, ajudou muito, já que ele considera as línguas parecidas, com diversas semelhanças na gramática. Contudo, saber espanhol também trazia certa confusão, já que o estudante tinha as palavras e estruturas espanholas na cabeça. Outro desafio era a diferença entre os dois na pronúncia. “Os melhores momentos são aqueles em que você vê o progresso. Depois de cada aula, conheci mais palavras e mais gramática e, por fim, pude melhorar o meu português”, completa o suíço, que fez questão de receber e responder a entrevista em português.

 

Acredito que um curso personalizado é a melhor forma de fazer progresso rápido”, enfatiza, acrescentando que a vantagem dessa modalidade de ensino é que o professor ajusta o nível e a velocidade das aulas de acordo com a necessidade do aluno, e também a concentração extra e presença que o estudante precisa ter. “Então, se conversa mais e assim se pode aprender melhor”, afirma, destacando, contudo, que é preciso se esforçar e estar focado para aprender.

 

Questionado sobre o ensino de idiomas personalizado na Suíça, ele conta que a modalidade não é comum em seu país. Porém, por lá, os estudantes já veem outras línguas mesmo na escola. “Na parte alemã da Suíça os estudantes aprendem inglês e francês. Em algumas escolas também se pode eleger outra idioma, como espanhol ou italiano. Na minha escola eu elegi o espanhol”, conta.

 

Durante o estágio, Florian diz que a interação com os tutores e estudantes brasileiros era, em sua maioria, em inglês. Porém, algumas pessoas no local sabiam pouco do inglês, então Florian recorria ao português.  “Sempre precisei falar português com um rapaz com quem fiz muitos experimentos. O engraçado é que eu não sabia falar muito do idioma, mas nos entendíamos de qualquer maneira.  Também falei português com o caixa do restaurante do CNPEM. Ele gostava muito de mim e sempre queria aprender palavras alemãs. No fim ele aprendeu mesmo a falar algumas sentenças”, lembra.

 

Florian Hacker, em viagem à Ouro Preto - MG

 

Mais português e mais Brasil no futuro

 

Florian diz que gostou muito da experiência no Brasil no último ano, já que aprendeu muito, conheceu muitas pessoas e visitou vários lugares com a namorada, como Ouro Preto, São Paulo e Rio de Janeiro. Também conta que achou os brasileiros muito hospitaleiros. Além disso, também gosta muito do Brasil e acha mais fácil viajar pelo país quando se sabe o idioma local. “No futuro pode ser que falar Português seja vantajoso para o trabalho”, acrescenta.

 

Mas o principal motivo de Florian para aprender português é outro. "Minha principal motivação para aprender português é minha namorada Luiza. No futuro eu gostaria de poder conversar com a sua família”, diz o suíço.







Karen Natasha
por Karen Natasha

Karen Natasha é jornalista, apaixonada por livros, moda e meio ambiente. Com experiência em assessoria de imprensa e redação de revistas, aproveita suas horas vagas para aprender mais sobre comunicação, design, fotografia, inglês, francês e espanhol. Sonha em viajar pelo mundo e apreciar paisagens naturais e castelos pelo planeta.


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